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Retrospectiva


1 ano de diar.ia.br: retrospectiva e previsões sobre IA

Faz um ano que a diar.ia.br chega no seu e-mail. A primeira edição saiu em 27 de agosto de 2025, e de lá para cá foram 261, quase uma por dia útil. Nesta edição de aniversário, o que parecia uma sequência de notícias soltas virou seis histórias que atravessaram o período inteiro. É delas que esta edição trata. Não tem notícia nova aqui: é a mesma newsletter de sempre, olhando para trás com você.

Um ano de diar.ia.br

Três coisas mudaram para quem lê, e todas continuam valendo. O Brasil virou presença fixa em vez de nota de rodapé: no começo, quase toda notícia de IA vinha de fora e chegava aqui como novidade importada, e no fim do período havia dinheiro público anunciado, empresa brasileira captando rodada grande e regulador brasileiro já cobrando regra de quem usa IA. Pelo menos um destaque por edição passou a ser obrigatoriamente sobre dano real, não por pessimismo: cobertura só de lançamento conta metade do que está acontecendo. E o "É IA?" virou parte da rotina, com ranking e tudo, porque distinguir imagem gerada de foto deixou de ser curiosidade e virou competência básica.

O trabalho foi o primeiro a mudar de verdade

O emprego, de queixa a corte declarado

O emprego, de queixa a corte declarado

Em setembro de 2025, a queixa era que a ferramenta atrapalhava: 77% dos profissionais relatavam mais carga de trabalho e menos produtividade. Três meses depois, o estudo interno da Anthropic mediu 50% a mais de produtividade, junto com o medo de atrofia de habilidades entre os próprios engenheiros.

No Brasil, o começo de 2026 mostrou o outro lado: mais demanda por habilidades em IA do que gente formada, uma potência travada por falta de talentos. Em fevereiro, Harvard cravou que a "IA não reduz o trabalho, ela o intensifica".

De março a maio, a conversa passa de produtividade para quadro de pessoal. A Atlassian corta 1.600 posições para virar uma empresa de IA, a Meta estuda cortar 20% da equipe, e o balanço do trimestre atribui metade das 80 mil demissões do setor à automação.

No fim da janela, 99% dos líderes ouvidos planejam demitir por causa da automação, depois que um caso de 170% de produção com 80% do time provou que o ganho era real. O Brasil segue do outro lado: não pela demissão, mas pela vaga que ninguém preenche.

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